sexta-feira, 8 de maio de 2009

Posso tomar isotônicos durante a malhação ou este é apenas recomendado para atletas.


Como vai? Queria saber se posso tomar isotônicos durante a malhação ou se esse apenas é recomendado para atletas. Beijo!Marina Alcantara, estudante de medicina - Recife/पे
Resposta: A suplementação de um modo geral só deve ser realizada por orientação de um Nutricionista e/ou um médico com formação esportiva. O uso de isotônicos deve ser utilizado em provas onde existe grande sudorese o que pode levar a uma desidratação. Um dos grandes problemas é que muitas pessoas possuem determinadas "patologias" sem conhecimento, e estes produtos podem trazer prejuízo, como é o caso de hipertensos, já que os isotônicos possuem grandes concentrações de sódio/sal, favorecendo o aumento da pressão arterial.

É melhor andar rápido ou correr devagar (meu objetivo sendo emagracer)?


Quando estou na esteira gosto de correr devagar, mas surgiu uma dúvida: É melhor andar rápido ou correr devagar (meu objetivo sendo emagracer)? Maria Aparecida, Caucaia
Resposta: Tudo vai depender da correlação entre intensidade/velocidade e volume/tempo da caminhada ou corrida।Para exemplificar: vamos supor que você mantenha um volume de 30 minutos na mesma intensidade 7,0Km/h, nesta velocidade dependendo do seu condicionamento físico é possível você fazer uma caminhada em rítimo acelerado ou uma corrida em rítimo leve, neste caso alguns estudos dizem que a caminhada acelerada promove uma maior depletação calórica pois você está sempre em desvantagem mecânica.

Excesso de Peso


* Não se privar dos alimentos. Saber incluir alimentos calóricos como doces, frituras, etc., com pouca freqüência e em pequena quantidade.

* Fracionar as refeições em 5 a 6 vezes ao dia. Fazer lanches leves nos intervalos (frutas, leite e iogurte desnatados, barra de cereais light, etc.) e reduzir as refeições principais (café, almoço e jantar)

* Faça uma dieta pobre em gordura saturada e colesterol (gorduras de origem animal como carnes gorduras, queijos amarelos, frituras, etc.) , açúcares, sal e álcool

* Mastigar os alimentos adequadamente para auxiliar no estímulo da saciedade.

* Não realizar outra atividade enquanto come (televisão, revista, computador, etc.).

* Reduzir o consumo calórico no período da noite (especialmente proveniente de gorduras).

* Beber pelo menos 2 litros de água ao dia, fora das refeições.

* Não beber muito líquido nas refeições.

* Equilibre o valor calórico que você consome com o valor energético gasto com a atividade física

* PRATIQUE ATIVIDADE FÍSICA SE POSSÍVEL TODOS OS DIAS OU PELO MENOS CINCO VEZES POR SEMANA

TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS NO EXERCÍCIO SUPINO PLANO: COMPARAÇÃO ENTRE REPETIÇÕES MÁXIMAS EXECUTADAS EM MÁQUINAS E PESOS LIVRES

ANAIS DA III MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA EM EDUCAÇÃO FÍSICA 27 DE NOVEMBRO DE 2004 UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA BLUMENAU – SANTA CATARINA CARDOSO JÚNIOR, Mauriti Marcos
BARROS JÚNIOR, Jairo Jerônimo
MOURA, João Augusto Reis de
RESUMO:É crescente, nas últimas décadas, o número de pesquisas na área do Treinamento Resistido com Pesos (TRP).Uma das necessidades é um maior rigor no que se refere a determinação de um valor mais exato na carga total de treino e de sua intensidade, mais especificamente na quilagem, em uma sessão de treino. Não se sabe se, em um mesmo esforço relativo (% de 1RM), a capacidade de produzir repetições (repetições máximas – RM) em um exercício seria similar entre a execução com pesos livres (PL) ou em máquina (MQ). Assim, o presente estudo teve como objetivo comparar a produção de força e resistência muscular local (através de % de 1RM e RM) entre o exercício supino plano executado com barra e anilhas e em máquinas de TRP. Para tal, serão testados 30 homens segmentados em três grupos de diferente condicionamento físico (10 pouco familiarizados, 10 familiarizados e 10 experientes). Até o presente momento tem-se coletados oitos sujeitos experientes os quais estão sendo analisados como dados parciais deste estudo. Seis dias de testes estão sendo utilizados para coleta de dados nos exercício supino. 1º dia: coleta dos dados de força máxima (através do teste de 1RM com protocolo proposto por Moura et al., 1997) em PL e MQ, com intuito de obter-se os dados para os dias posteriores de testagem de RM. 2º dia: teste de RM a 90% de 1RM em PL e MQ. 3º dia: teste de RM a 75% de 1RM em PL. 4º dia: teste de RM a 75% de 1RM em MQ. 5º dia: teste de RM a 60% de 1RM em PL. 6º dia: teste de RM a 60% de 1RM em MQ. Os resultados parciais apontam que o teste “t” de Student não apresentou diferença significativa (p>0,05) entre as médias de RM a 90% (PL=56,6±1,3RM; MQ=4,5±1,8RM), 75% (PL=11,5±2,4RM; MQ=11,3±3,3RM) e 60% de 1RM (PL=19,8±5,7RM; MQ=20,7±4,9RM). A Correlação Produto Momento de Pearson apresentou valores significativos estatisticamente (p<0,05) r="0,800" r="0,622).">Palavras chave: exercícios em pesos livres, máquinas de treinamento de força, prescrição de treino.

Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano ISSN 1415-8426

ANAIS DA III MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA EM EDUCAÇÃO FÍSICA 27 DE NOVEMBRO DE 2004 UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA BLUMENAU – SANTA CATARINA BARROS JÚNIOR, Jairo Jerônimo
CARDOSO JÚNIOR, Mauriti Marcos
MOURA, João Augusto Reis de;
RESUMO:
Dentre os movimentos competitivos da modalidade de levantamento básico (powerlifting) o exercício de levantamento terra é executado através de elevada flexão do quadril e coluna vertebral (fase excêntrica) e correspondente extensão do quadril e coluna (fase concêntrica). Como os levantamentos são máximos (uma repetição máxima – 1RM), qualquer interferência negativa no movimento pode influenciar de forma deletéria o resultado, podendo-se hipotetizar que um destes fatores poderia ser a pouca flexibilidade de quadril e/ou da coluna vertebral. Assim, o objetivo do presente estudo foi de analisar se adiposidade da região abdominal (quantificada através dos valores de Dobras Cutâneas (DC) e Perímetros Corporais (PC)) influencia no movimento de flexão do quadril e coluna vertebral. Para tal 51 atletas (38 homens e 13 mulheres) de levantamento básico participantes dos XXIII Campeonato Brasileiro de Powerlifting realizado em Brusque (SC) em 2004, submeteram-se a mensurações antropométricas de DC e PC. A flexibilidade de coluna vertebral e quadril foram aferidos através do teste de sentar e alcançar no Banco de Wells. Os atletas foram avaliados um a dois dias antes da competição sendo todos voluntários e precedentes de várias regiões do Brasil. Os resultados apontaram que as atletas mulheres, independentes da faixa etária, são superiores aos atletas homens em flexibilidade. O Coeficiente de Correlação de Pearson demonstrou que as associações entre PC e Flexibilidade são baixas (PC de abdômen r= -0,241; cintura r= -0,352; tórax r= -0,340 e coxa média r= - 0,139) o mesmo ocorrendo para as DC (DC suprailíaca r= -0,292; abdominal vertical r= - 0,272; abdominal horizontal r= -0,182 e coxa média r= -0,100). Para aprofundamento de análise utilizaram-se somatórios de DC e PC, que tivessem relação com o movimento executado, para testar as respectivas asociações com a flexibilidade. Os somatórios de PC abdominal + tórax e de cintura + tórax apresentaram r= -0,307 e r= -0,351, respectivamente, e os somatórios de DC suprailíaca + abdominal horizontal e abdominal vertical + suprailíaca + coxa média apresentaram r= -0,263 e r= -0,208, respectivamente. Conclui-se que a adiposidade corporal localizada na região abdominal estimada através da quantificação de PC e espessura de DC não afeta a flexibilidade de quadril e coluna vertebral e, sendo assim, não deverá ter efeito deletério sobre o desempenho do levantamento terra. Atletas magros ou gordos poderão executar este movimento sem maiores restrições. Palavras chave: adiposidade corporal, atletas de powerlifting, antropometria.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DE LEVANTADORES DE POTÊNCIA PARTICIPANTES DO XXIII CAMPEONATO BRASILEIRO DE POWERLIFTING

Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano ISSN 1415-8426 Artigo original
João Augusto Reis de Moura
Jairo Jerônimo de Barros
Mauriti Marcos Cardoso Júnior
RESUMO:
Este estudo teve como objetivo traçar características morfológicas de atletas homens e mulheres de diversas faixas etárias da elite do levantamento de potência nacional que participaram do XXIII Campeonato Brasileiro de Powerlifting realizado em Brusque (Santa Catarina). Para tal 51 atletas (38 homens e 13 mulheres) de levantamento de potência participaram de mensurações antropométricas de dobras cutâneas (DC), perímetros corporais (PC), diâmetros ósseos, massa corporal (MC) e estatura. Também foram determinados valores da composição corporal em dois componentes. Os atletas foram avaliados de um a dois dias antes da competição sendo todos voluntários e procedentes de várias regiões do Brasil tendo sido classificados em seletivas estaduais. Os resultados apontaram o tecido magro abaixo do verificado em atletas internacionais de potência, porém com tecido gordo acima destes, sendo que, nas atletas mulheres esta gordura é mais proeminente nas extremidades corporais apresentando-se mais intensa nos membros inferiores. Os atletas apresentaram uma distribuição de gordura equilibrada entre os segmentos e tronco. Conclui-se que os atletas brasileiros de powerlifting apresentam magnitude dos componentes corporais que divergem dos internacionais com peculiaridades nos valores de DC e PC em função da faixa etária. Palavras-chave: antropometria, perfil morfológico, levantamento de potência.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

HIPERTROFIA MUSCULAR


Hipertrofia Muscular: é um aumento na secção transversa do músculo, e isso significa aumento do tamanho e no número de filamentos de actina e miosina e adição de sarcômeros dentro das fibras musculares já existentes (Fleck, 1999). A magnitude deste aumento de massa muscular depende de vários fatores, como resposta individual ao treinamento, intensidade e duração do programa de treino e estado prévio do indivíduo para o início do programa (komi,1994). Podemos ainda destacar outros fatores: genética, alimentação, descanso entre outros. Hipertrofia miofibrilar ou tensional e hipertrofia sarcoplsmática ou metabólica são inversamente proporcionais no que se refere à intensidade e volume, ou seja: na hipertrofia miofibrilar (tensional) trabalha-se com cargas maiores "peso" que é igual à intensidade, e número de repetições menores o que caracteriza volume, no caso da hipertrofia sarcoplasmática (metabólica) as repetições são maiores e o peso menor por isso são inversamente proporcionais. Para que ocorra a hipertrofia é necessário que haja um equilíbrio entre intensidade e volume, o tempo que o músculo permanece sobre tensão é de extrema importância ou seja, se trabalharmos com grandes quilagens pesos, o número de repetição será muito pequeno, fazendo com que o músculo fique tensionado por um período muito reduzido, já se o peso for muito leve será possível realizar um grande número de repetições, porém, a tensão em termos de quilagem é muito pequena não havendo hipertrofia muscular. Muitos autores atribuem a hipertrofia ao tempo em que o músculo permanece sob tensão e não somente a determinados algarismos. Uma série de 10 repetições, por exemplo, pode ser realizada em 10 segundos, 40 segundos ou 2 minutos. A velocidade de execução, a carga utilizada, tempo de pausa, amplitude de execução, podem ocasionar notáveis diferenças de vias metabólicas necessárias para manter o exercício, com diferentes respostas adaptativas bioquímicas e morfológicas. Verkhoshansky (2000) e poliquin (1997), referen-se há tempos entre 20-40 a 60-70 segundos de execução como ideais para ganhos de massa muscular, em cada série no treinamento de força. Cossenza (2001), bompa (2000), brooks (2000), fleck e kraemer (1999), zatsiorsky (1999), santarem (1999), andrada (1998), monteiro (1997) e araújo filho (1994), há maior ganho de hipertrofia muscular com um treinamento de musculação com a realização de 6 a 12 repetições. Segundo badillo & gorostiaga (2001) e dantas (1998), intensidades compreendidas entre 60% e 80% de 1-rm é possível realizar 6 a 12 repetições por série. A intensidade mínima que pode ser usada para executar uma série até a fadiga voluntária momentânea, que possa resultar em um aumento da força muscular e hipertrofia muscular, é de 60 a 65% de 1-rm (mcdonagh & davies apud fleck & kraemer, 1999, p.22). Sobrecarga tensional e hipertrofia miofibrilar: de acordo com a hipótese energética a taxa de degradação protéica é uma função do peso levantado: quanto maior o peso maior a taxa de degradação da proteína (zatsiorsky, 1999, p.150). Por serem sintetizadas mais proteínas contráteis, durante o período de anabolismo, a densidade dos filamentos aumenta. Segundo guedes júnior (2003), santarem (1999), zatsiorsky (1999) e tous (1999), o aumento da síntese de proteínas contráteis, estimulado pelo treinamento de força, promove o aumento do tamanho e do número de miofibrilas por fibra muscular. A essa adaptação dá-se o nome de hipertrofia miofibrilar, e o estímulo capaz de causar tal adaptação seria a sobrecarga tensional, relacionada com o alto nível de tensão imposto ao músculo graças ao peso elevado a ser vencido. Nos exercícios resistidos quanto maior a carga maior a sobrecarga tensional. Grandes sobrecargas tensionais implicam em baixas repetições e um curto tempo de execução de cada série de um exercício. Para santarem (1999), o aumento de tensão muscular durante os exercícios caracteriza uma sobrecarga tensional e é diretamente proporcional à resistência oposta ao movimento. O mesmo autor, ainda cita que o treinamento típico para aumento de força enfatiza a sobrecarga tensional, com pouca ênfase na sobrecarga metabólica.Bompa (2000), cita a hipertrofia miofibrilar, estimulada pela sobrecarga tensional, mais estável e duradoura. Sobrecarga metabólica e hipertrofia sarcoplasmática: a sobrecarga metabólica traz as células musculares um maior estresse bioquímico, pelo maior tempo de execução de uma série, mas em compensação com um menor número de carga do que a sobrecarga tensional. Segundo guedes júnior (2003), santarem (1999), zatsiorsky (1999) e tous (1999), durante as contrações musculares prolongadas ocorre um aumento de atividade dos processos de produção de energia, caracterizando uma sobrecarga metabólica do tipo energética. Essa sobrecarga metabólica contribui para o aumento de volume muscular através do aumento de substratos energéticos localizados no sarcoplasma: cp-supercompensação e o aumento das reservas de glicogênio, uma resposta adaptativa ao consumo aumentado dessa substância altamente hidratada (super-hidratação). O outro mecanismo é extracelular, e consiste no aumento de vascularização do tecido muscular. A isso se pode chamar de hipertrofia sarcoplasmática ou volumização celular, estimulada pela sobrecarga metabólica, caracterizada pelo elevado número de repetições e pelo tempo prolongado de execução de cada série de um exercício. Para bompa (2000), o aumento de massa muscular em alguns culturistas é freqüentemente o resultado de um aumento de fluido/plasma no músculo, ao invés do engrossamento dos elementos contrateis da fibra muscular. Do ponto de vista prático, a sobrecarga metabólica aumenta nos exercícios com pesos na medida em que aumentamos as repetições e/ou diminuímos os intervalos de repouso. Assim sendo, a sobrecarga metabólica é inversamente proporcional à sobrecarga tensional (santarem, 1999, p.39). Conclusão a sobrecarga metabólica é inversamente proporcional à sobrecarga tensional e vice-versa, relação oposicional entre volume e intensidade. Ambas as sobrecargas contribuem para o aumento de volume dos músculos, porém, por diferentes mecanismos. O ponto de união entre as duas seria, provavelmente, o estímulo mais eficiente a hipertrofia muscular em condições normais de treino e alimentação. Este ponto de união ficaria em 9 e 10 repetições, executadas em 45 segundos em média