sábado, 4 de dezembro de 2010

CORREÇÃO POSTURAL

kepley silva lyra


Boa noite, sou estagiário de uma academia,
gostaria de saber qual o melhor exercício para quem tem Hiper-lordose cervical, hiper lordose lombar e hiper cifose ( exercício de musculação)


RESPOSTA

HIPERLORDOSE CERVICAL: Acentuação da concavidade da coluna cervical, colocando o ponto trago para traz da linha de gravidade. É causada , geralmente pela hipertrofia da musculatura posterior do pescoço.
Como corrigir: É necessário um trabalho de força na musculatura anterior do pescoço (esternocleidooccipitomastóideo, escalenos e pré-vertebrais) e um trabalho de alongamento da musculatura posterior.

Exercicios: Procurar encostar a coluna cervical na parede, contraindo a musculatura anterior do pescoço sem desencostar a cabeçada parede; flexão de pescoço em decúbito dorsal, com a cabeça pendente; flexão de pescoço com auxílio do puxador.

HIPERCIFOSE: Acentuação da convexidade da coluna torácica, colocando o ponto acromial à frente da linha de gravidade. Pode ser do tipo flexível (quando a correção pode ser obtida através de contração muscular voluntária - causada por maus hábitos posturais) ou rígida (é quando a correção já não pode ser obtida com uma simples contração muscular ou manual, devido a frequência de uma atitude cifótica - A musculatura anterior do tórax está muito hipertrofiada e a posterior está muito alongada).
Como corrigir:

Alongar: reto abdominais, paravertebrais (longuíssimo, ílio, costal e multifídio);
Fortalecer: Paravertebrais (ex: exercício bom dia)

Com Escápula Alada ou Abduzida: alongar deltóide anterior peitoral> e <, córaco braquial, porção longa do bíceps braquial. Fortalecer porção transversa de trapézio e Rombóides maior e menor.

Obs: tendência a lesão do manguito rotator devido a má vascularização do supraespinhoso.

Fonte Atualização 2004: Apostila de curso do Prof. Sandro da Matta

Flexível: trabalhar a musculatura posterior do tórax (trapézio III, rombóides, dorsal maior e redondo maior e conscientização do aluno para que sempre corrija sua atitude cifótica errada. Exercícios corretivos: remada curvada, crucifíxo inverso,abrir cabos no puxador duplo no plano horizontal.
Rígida: hipertrofiar a musculatura posterior do tórax, alongar a musculatura anterior do tórax e um desbloqueio torácico, causado pelo abaixamento das costelas.
Exercícios Corretivos: os mesmos da cifose flexível, suspensão alongada com apoio dorsal - indivíduo em suspensão alongada, coloca-se um apoio na curvatura da cifose e deslocamento dos ombros - indivíduo em pé, segura uma corda esticada nas mãos. Deve passá-la por cima da cabeça, levando-a até os glúteos, sempre esticada.


HIPERLORDOSE LOMBAR: é caracterizada pela acentuação da concavidade lombar, colocando o ponto trocantérico para traz da linha de gravidade. Causada pela hipertrofia da musculatura lombar (dorsal, ilíaco dorsal, ilíaco lombar, ilio-psoas, semi-espinhal, interespinhal, rotatores, epiespinhais, intertransversais), ou por enfermidades.
Alongar: Tensor da Fáscia Lata, Sartório, adutores, ílio-psoas e pára-vertebrais;
Fortalecer: Ísquio tibiais, Abdominais oblíquos, Reto Abdominal e Glúteo Máximo.

Fonte Atualização 2004: Apostila de curso do Prof. Sandro da Matta
Exercícios sugestão: Abdominal remador, encolhimento de pernas fletidas na prancha inclinada, encostar a coluna lombar na parede fazendo movimento de retroversão do quadril, contraindo o abdômen, flexão de tronco com os joelhos fletidos e pés fixos, elevação da cintura escapular do solo, em decúbito dorsal, pernas flexionadas e pés fixos.


OBS:  CONSULTA REALIZADA NO SITE:
www.cdof.com.br/

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Treinamento, Série

Gostaria de tirar uma duvida, tenho 23 anos e comecei a malhar aos 16 anos, sempre fiz series feitas por professores, sempre procurava saber o porque dos exercícios, o porque das repetições e etc... logo quando comecei os professores passavam geralmente séries de 4x10...4x8. Hoje em dia vejo muitos professores passando series de 3x10, 3x8, 3 x 10-8-6, drops e tudo mais. Minha pergunta é: Costumo fazer em minhas séries 4 para peito, 3 para tríceps, 4 para costas e 3 para bíceps e uns 4 para ombro. Nesse caso uma série de 3x10 para cada exercício seria pouco ou o ideal seria uma de 4x8 ou 4 x 10-10-8-8, espero que tenham entendido, desde já agradeço.

RESPOSTA: Rafael a sua dúvida é a o questionamento não só de outros praticantes, mas também de muitos profissionais.

Quando vamos prescrever um treinamento temos que levar em consideração vários fatores. Neste sentido o primeiro passo é uma avaliação médica e posterior avaliação morfofuncional realizada pelo Educador Físico. Nesta avaliação morfofuncional está inserida a anamnese que é uma “entrevista” com o objetivo de “levantar” alguns dados como: alimentação, tipos de atividades realizadas, quantas vezes por semana, atividade laboral, uso ou não de suplementação, patologias, lesões, qual a freqüência semanal que irá realizar neste caso a musculação, atividades recreacionais, horas de sono entre outras informações. Na avaliação morfofuncional propriamente dita, aspectos relacionados com questões de postura, flexibilidade, composição corporal e biótipo são de suma importância para a elaboração dos treinos.

Após a coleta destes dados o profissional vai prescrever o treinamento, que deve conter: número de séries e repetições, freqüência semanal, número de exercícios, intervalo recuperativo entre séries e repetições, velocidade de execução e até mesmo amplitude dos movimentos. A quantidade e a intensidade devem levar em consideração o grupamento muscular envolvido: grupos pequenos, grandes, a combinação entre os mesmos, ou seja, peito com bíceps ou tríceps, costas com peito, perna com mais algum grupamento ou isolada, região anterior de coxa isolada com outro grupamento, somente músculos pequenos em uma sessão de treinamento ou não, e muitas outras possíveis combinações.

Após tudo isso Rafael, o quero dizer é que o profissional tem que conhecer o seu aluno/cliente “intimamente” e que o cliente tem que ser fiel ao seu treinador e ao treino por ele elaborado. Não existe receita de bolo e sim diretrizes, evidências a serem seguidas.

sábado, 20 de novembro de 2010

ELABORAÇÃO DE TREINAMENTO

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Meu professor de musculação passou um trabalho pra mim fazer um treinamento para um jovem de 18 anos, 73 Kg, 175 cm de altura, fisicamente ativo, não atleta que deseja aumentar a massa muscular. Preciso da ajuda de vocês. Como faço isso?


RESPOSTA: Antes da prescrição de qualquer treinamento, precisamos coletar alguns dados que normalmente são obtidos através de uma anamnese e avaliação morfofuncional.

Seu professor já simulou isto pelas informações que foram fornecidas. Claro que poderíamos ter em mãos outros dados:

Se cliente virtual já praticou musculação ou este é o primeiro contato com a modalidade?
Realiza alguma outra atividade?
Qual o biótipo?
Quantas refeições diárias e composição das mesmas?
Alguma patologia?

O treinamento indiferente do objetivo de seu cliente deve ser prescrito, elaborado para um período de adaptação com ênfase no fortalecimento Osteomioarticular, adaptação neural e conseqüente aprendizado da técnica de execução dos movimentos.

Com o término do período de adaptação você pode elaborar um treinando maximizando o objetivo principal, que neste caso é AVM Aumento de Volume Muscular.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Frenquência Cardíaca

Tenho aluno sedentário e hipertenso, usa medicamento(diovan 160 mg).

Com idade de 51 anos, qual seria a melhor frenquência a ser trabalhada sem causar algum dano?

RESPOSTA:
 
A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que os indivíduos hipertensos iniciem programas de exercício físico, desde que submetidos a avaliação clinica previa. Os exercícios devem ser de intensidade moderada, de três a seis vezes por semana, em sessões de 30 a 60 minutos de duração, realizadas com freqüência cardíaca entre 60% e 80% da máxima ou entre 50% e 70% do consumo Maximo de oxigênio. As variáveis cardiovasculares vêm sendo monitoradas para indicar diretamente o impacto da intensidade de esforço e da modalidade de exercício sobre a taxa de trabalho do miocárdio. A freqüência cardíaca (FC) e PA são as variáveis mais utilizadas, e associadas, fornecem o Duplo produto (DP) que permite avaliar de forma indireta o trabalho do miocárdio. O duplo Produto é obtido pela multiplicação da Freqüência Cardíaca e a Pressão Arterial Sistólica “a mais alta”.


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Fisiologia do Exercicio

Pergunta enviada em 10/11/2010 15:48 por Leandro Silva de Oliveira
Olá!!!
Como se da o aumento da reserva de energia e do desenvolvimento da massa muscular na atividade fisica ?

RESPOSTA:

Leandro esta resposta é bastante complexa.

Hipertrofia Muscular: é um aumento na secção transversa do músculo, e isso significa aumento do tamanho e no número de filamentos de actina e miosina e adição de sarcômeros dentro das fibras musculares já existentes (Fleck, 1999). A magnitude deste aumento de massa muscular depende de vários fatores, como resposta individual ao treinamento, intensidade e duração do programa de treino e estado prévio do indivíduo para o início do programa (komi,1994). Podemos ainda destacar outros fatores: genética, alimentação, descanso entre outros.



Temos dois tipos de Hipertrofia: miofibrilar ou tensional e hipertrofia sarcoplsmática ou metabólica. Estas são inversamente proporcionais no que se refere à intensidade e volume, ou seja: na hipertrofia miofibrilar (tensional) trabalha-se com cargas maiores "peso" que é igual à intensidade, e número de repetições menores o que caracteriza volume, no caso da hipertrofia sarcoplasmática (metabólica) as repetições são maiores e o peso menor por isso são inversamente proporcionais. Para que ocorra a hipertrofia é necessário que haja um equilíbrio entre intensidade e volume, o tempo que o músculo permanece sobre tensão é de extrema importância ou seja, se trabalharmos com grandes quilagens pesos, o número de repetição será muito pequeno, fazendo com que o músculo fique tensionado por um período muito reduzido, já se o peso for muito leve será possível realizar um grande número de repetições, porém, a tensão em termos de quilagem é muito pequena não havendo hipertrofia muscular. Muitos autores atribuem a hipertrofia ao tempo em que o músculo permanece sob tensão e não somente a determinados algarismos. Uma série de 10 repetições, por exemplo, pode ser realizada em 10 segundos, 40 segundos ou 2 minutos. A velocidade de execução, a carga utilizada, tempo de pausa, amplitude de execução, podem ocasionar notáveis diferenças de vias metabólicas necessárias para manter o exercício, com diferentes respostas adaptativas bioquímicas e morfológicas. Verkhoshansky (2000) e poliquin (1997), citam tempos entre 20-40 a 60-70 segundos de execução como ideais para ganhos de massa muscular, em cada série no treinamento de força. Cossenza (2001), bompa (2000), brooks (2000), fleck e kraemer (1999), zatsiorsky (1999), santarem (1999), andrada (1998), monteiro (1997) e araújo filho (1994), há maior ganho de hipertrofia muscular com um treinamento de musculação com a realização de 6 a 12 repetições. Segundo badillo & gorostiaga (2001) e dantas (1998), intensidades compreendidas entre 60% e 80% de 1-rm é possível realizar 6 a 12 repetições por série. A intensidade mínima que pode ser usada para executar uma série até a fadiga voluntária momentânea, que possa resultar em um aumento da força muscular e hipertrofia muscular, é de 60 a 65% de 1-rm (mcdonagh & davies apud fleck & kraemer, 1999, p.22).

Sobrecarga tensional e hipertrofia miofibrilar: de acordo com a hipótese energética a taxa de degradação protéica é uma função do peso levantado: quanto maior o peso maior a taxa de degradação da proteína (zatsiorsky, 1999, p.150). Por serem sintetizadas mais proteínas contráteis, durante o período de anabolismo, a densidade dos filamentos aumenta. Segundo guedes júnior (2003), santarem (1999), zatsiorsky (1999) e tous (1999), o aumento da síntese de proteínas contráteis, estimulado pelo treinamento de força, promove o aumento do tamanho e do número de miofibrilas por fibra muscular. A essa adaptação dá-se o nome de hipertrofia miofibrilar, e o estímulo capaz de causar tal adaptação seria a sobrecarga tensional, relacionada com o alto nível de tensão imposto ao músculo graças ao peso elevado a ser vencido. Nos exercícios resistidos quanto maior a carga maior a sobrecarga tensional. Grandes sobrecargas tensionais implicam em baixas repetições e um curto tempo de execução de cada série de um exercício. Para santarem (1999), o aumento de tensão muscular durante os exercícios caracteriza uma sobrecarga tensional e é diretamente proporcional à resistência oposta ao movimento. O mesmo autor, ainda cita que o treinamento típico para aumento de força enfatiza a sobrecarga tensional, com pouca ênfase na sobrecarga metabólica. Bompa (2000), cita a hipertrofia miofibrilar, estimulada pela sobrecarga tensional, mais estável e duradoura.

Sobrecarga metabólica e hipertrofia sarcoplasmática: a sobrecarga metabólica traz as células musculares um maior estresse bioquímico, pelo maior tempo de execução de uma série, mas em compensação com um menor número de carga do que a sobrecarga tensional. Segundo guedes júnior (2003), santarem (1999), zatsiorsky (1999) e tous (1999), durante as contrações musculares prolongadas ocorre um aumento de atividade dos processos de produção de energia, caracterizando uma sobrecarga metabólica do tipo energética. Essa sobrecarga metabólica contribui para o aumento de volume muscular através do aumento de substratos energéticos localizados no sarcoplasma: cp-supercompensação e o aumento das reservas de glicogênio, uma resposta adaptativa ao consumo aumentado dessa substância altamente hidratada (super-hidratação). O outro mecanismo é extracelular, e consiste no aumento de vascularização do tecido muscular. A isso se pode chamar de hipertrofia sarcoplasmática ou volumização celular, estimulada pela sobrecarga metabólica, caracterizada pelo elevado número de repetições e pelo tempo prolongado de execução de cada série de um exercício. Para bompa (2000), o aumento de massa muscular em alguns culturistas é freqüentemente o resultado de um aumento de fluido/plasma no músculo, ao invés do engrossamento dos elementos contrateis da fibra muscular. Do ponto de vista prático, a sobrecarga metabólica aumenta nos exercícios com pesos na medida em que aumentamos as repetições e/ou diminuímos os intervalos de repouso. Assim sendo, a sobrecarga metabólica é inversamente proporcional à sobrecarga tensional (santarem, 1999, p.39). Conclusão a sobrecarga metabólica é inversamente proporcional à sobrecarga tensional e vice-versa, relação oposicional entre volume e intensidade. Ambas as sobrecargas contribuem para o aumento de volume dos músculos, porém, por diferentes mecanismos. O ponto de união entre as duas seria, provavelmente, o estímulo mais eficiente a hipertrofia muscular em condições normais de treino e alimentação. Este ponto de união ficaria em 9 e 10 repetições, executadas em 45 segundos em média





A forma de energia química utilizável pelas fibras musculares durante as atividades físicas é o ATP; sendo este o componente básico para a contração muscular.Em condições ideais de trabalho mecânico, os músculos são capazes de transformar 25% da energia mobilizada em trabalho e os 75% restantes são dissipados na forma de calor.

São três as vias de transformação da energia química estocada para utilização pelo trabalho muscular:

1 – Reservas do sistema ATP – CP

2 – Glicólise (Metabolismo anaeróbico)

3 – Metabolismo oxidativo (Metabolismo aeróbico)

Sistema ATP – CP (anaeróbico alático)

Ao iniciar um exercício, o organismo primeiramente lança mão da energia mais prontamente disponível, que provém do ATP – CP ou sistema adenosina trifosfato – fosfocreatina. Essa fonte energética, embora bastante limitada, não é dependente da presença do oxigênio e nem produz lactato e, portanto, é denominada via anaeróbica alática. Como referido acima, o estoque de ATP – CP disponível está limitado, sendo que a quantidade celular disponível de ATP é de aproximadamente 2,43 mmol/100g de tecido seco, o que permite que uma atividade de alta intensidade dure apenas 2 segundos às custas desse substrato. Entra então em ação a fosfocretatina (CP) (disponível em torno de 6,78 mmol/kg de tecido seco) que é consumida em aproximadamente 0,10 segundo de exercício.Nesse mecanismo, é ativada a enzima responsável pela “quebra” da fosfocreatina, trata-se da creatinafosfoquinase (CPK). Essa “quebra” é responsável pela liberação da energia utilizada na ressíntese do ATP que serviu de substrato energético para a atividade. Por isso a disponibilidade de fosfocreatina é muito importante nas atividades anaeróbicas aláticas, ou seja, atividades que demandem energia rapidamente e com curta duração, como é o caso das corridas de 100 metros rasos, o levantamento de pesos e salto em altura, entre outras. Entre as características desse sistema, destacamos: alta potência, e baixa capacidade, o que quer dizer que ocorre liberação de grande quantidade de energia em um curto espaço de tempo, com baixa quantidade total de trabalho em duração prolongada।

Metabolismo glicolítico (anaeróbico lático)

Nessa via metabólica, ocorre liberação de energia para o trabalho muscular a partir da quebra do glicogênio estocado, passando a liberar a glicose-6-fosfato para ser utilizada como substrato energético. A enzima responsável por essa quebra é a fosfofrutoquinase, que está envolvida em uma série de reações responsáveis pela produção de ácido pirúvico. Em condições de reduzidas taxas de oxigênio disponível no músculo, esse ácido pirúvico será metabolizado formando duas unidades de ATP e ácido lático, sendo esta via conhecida como anaeróbica lática, por ser realizada em situações de baixos teores de oxigênio e pela formação de lactato. Este sistema opera predominante até aproximadamente 30 a 40 segundos de exercício intenso, sendo sua contribuição fundamental para eventos como corridas de 400m.

Sistema oxidativo (Metabolismo aeróbico) Já na presença de oxigênio, o ácido pirúvico formado pela glicose vai até Acetil-coenzima que por meio das etapas do ciclo de Krebs, ou do ácido cítrico, dará origem a 38 moléculas de ATP, água e gás carbônico. Por utilizar oxigênio, esta via é denominada aeróbica (ou metabolismo aeróbico). Esse sistema é de capacidade ilimitada e, em termos de potência, produz 18 vezes mais ATP que o sistema anaeróbico lático, antes comentado.

Um exemplo mais prático dos sistemas. quando um atleta está envolvido em uma atividade física de curtíssima duração, como corridas de 50 a 100m, tem como fonte principal de energia o sistema ATP-CP ou o metabolismo anaeróbico alático. Já em provas curtas como corridas de 250 a 300m, com duração aproximada de 40 segundos, a energia produzida é função principalmente do sistema do ácido lático. Já nas competições que possuem uma duração superior a 3 minutos, como as maratonas e corridas de fundo, a energia provém principalmente do sistema aeróbico.

OBS: Existe um predomínio, não exclusividade de um sistema.

Uma alimentação adequada é fundamental para que consigamos atingir a performance esportiva ótima. Se sua alimentação é deficiente em um determinado nutriente que é utilizado fundamentalmente para a produção de energia durante o exercício, sua performance será prejudicada. Ou seja, se sua dieta for equilibrada, sendo composta por alimentos variados, você não estará sujeito a uma deficiência nutricional, que poderia vir a prejudicar a sua performance esportiva.

Os nutrientes podem ser agrupados em seis diferentes classes:

carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas, minerais e água. Geralmente, o carboidrato é utilizado como fonte de energia. A gordura fornece energia e também faz parte da estrutura da maioria das células. A proteína desempenha uma série de papéis, sendo necessária para: (a) formação, crescimento e desenvolvimentos de tecidos corporais; (b) formação de enzimas que regulam a produção de energia; e (c) geração de energia, principalmente quando os estoques de carboidratos estão baixos. As vitaminas regulam os processos metabólicos trabalhando como enzimas. Muitos minerais também estão envolvidos com a regulação do metabolismo, mas alguns também contribuem com a formação da estrutura do nosso corpo como um todo (ex.: o cálcio atua como constituinte do tecido ósseo). Finalmente, a água compõe a maior parte do nosso peso corporal e ajuda a regular uma variedade de processos metabólicos.

Todos os nutrientes estão envolvidos com a produção de energia de uma maneira ou de outra, porém alguns nutrientes específicos são especialmente importantes para atletas, cujas taxas de produção de energia podem aumentar significativamente durante o exercício.







terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dores na bacia após cirurgias no joelho

Pergunta enviada em 26/10/2010 11:59 por RENATO PRADO

Boa tarde! Hoje sofro com dores na bacia ou na junção entre o fêmur e a bacia, principalmente quando faço movimentos de alongamento/abertura laterais com as pernas. Tudo começou após uma cirurgia de recuperação do ligamento cruzado anterior do meu joelho esquerdo. Na verdade, antes de recuperar o LCA tive de fazer uma osteotomia para corrigir o eixo da minha perna que encontrava-se "arcada" para fora. Não tenho mais dores no joelho mas após a cirurgia de recuperação de LCA , as dores no quadril/bacia é que começaram. Faço alongamentos frequentemente mas as dores continuam e como comecei a fazer corrida e spinning e natação há pouco tempo, elas aumentaram, mesmo com bastante alongamento antes e depois. Já voltei no meu ortopedista que operou meu joelho mas ele disse que é "assim mesmo" pois mexeu na estrutura do meu corpo e leva um tempo para tudo se encaixar novamente. Fui num ortopedista especialista em bacia/quadril, fiz ressonância e não acusou nada ou apenas uma pequena inflamação num tendão, mas recomendou apenas um anti inflamatório. Fiz até acupuntura mas não resolveu... Pergunto: existe algum tipo de tratamento (exercicio ou fisioterapia) específico pra resolver meu problema de uma vez por todas. Sempre tomo um anti inflamatório quando as dores são muito fortes (bo profenid) mas está começando a afetar meu estômago. Qual outro profissional devo procurar? Insisto com meu ortopedista, procuro uma 3ª opinião?Abraço!

RESPOSTA:Renato as dores na região do quadril podem ter ocorrido pela combinação de uma predisposição para lesão, defeito “genético” e/ou pela falta segurança no pós-operatório de seu joelho, que pode ter levado a uma sobrecarga do quadril.

Aconselho que interrompa com as atividades que você está realizando, pois as mesmas sendo de impacto tendem a agravarem o problema. Até mesmo exercícios de alongamentos, podem causar lesão se não forem realizados corretamente.

Sugiro que volte ou procure outro ortopedista especializado em quadril, faça o tratamento conforme a orientação do especialista, interrompa a prática de exercícios durante o tratamento, e quando voltar a prática de atividade física, inicie pela musculação.

Não esqueça que é fundamental a liberação do seu médico e uma avalição física para verificar o que e como proceder com o programa de exercícios.





domingo, 24 de outubro de 2010

Dia livre ou dia do lixo

Pergunta enviada em 23/10/2010 15:35 por Regina Maria de Oliveira

Tenho 34 anos, 154 cm, oscilo entre 58.0 e 57.5 kg. Treino desde 26/07/2010, 2ª a 6ª, alternando entre MMIIs e MMSSs, e faço aerobico (que alterno em step, jump, corrida esteira 3 ou 4 km (veloc 7.5), caminhada na esteira 45 min = 3.2 km. Quando iniciei estava com 60.50kg.

Senti certa diferença no meu corpo mas gostaria de secar um pouco mais. Sei que para isso uma boa alimentação e importantissimo. Ate semana passada apenas me alimentava bem durante a semana e no final de semana dava uma pisada que ja começava na sexta a noite. Essa semana resolvi mudar: alem de melhorar a minha alimentação que ja era razoavel resolvi cortar toda e qualquer alimentação não saudavel do final de semana. O problema e que alem de ser dificil me sinto meio mau humorada pela privação. Ouvi dizer que quem malha regularmente e se alimenta corretamente pode adotar um dia da semana como "dia livre" ou "dia do lixo", onde permite-se maiores exravagâncias alimentares. Isso e realmente verdade? Como poderia melhorar nessa questão.

Agradeço desde ja.

RESPOSTA:Quando temos como objetivo a redução de peso e consequentemente a diminuição do percentual de gordura, a alimentação é o ator principal, sendo o exercício físico coadjuvante neste processo. Você necessita de um balanço calórico negativo, ou seja, gastar mais calorias que o total ingerido ao longo da semana. Neste sentido como nosso colega mencionou, mesmo tendo um dia livre ou do lixo, o total de calorias ao término da semana tem que ser favorável ao seu objetivo.

O mau humor que você sente, está relacionado com o baixo consumo de carboidrato e açúcar. O carboidrato e o açúcar ajudam na liberação de uma substância chamada serotonina um “calmante”, neurotransmissor produzido pelo celebro.



Procure um profissional de nutrição para adequar sua dieta alimentar. Na impossibilidade de contratar este profissional, consuma um bombom, uma barra de cereal, algo que possa dar prazer sem prejudicar seus objetivos.



Lembre que na vida tudo é uma questão de equilíbrio.