quarta-feira, 25 de agosto de 2010

DIFICULDADE EM hIPERTROFIAR

Tenho 42 anos. Faço musculação há 14 meses, de segunda a sexta-feiras. Os treinos são periodizados há cada 2 ou 3 meses. Tenho 1,78m, 77 kg.

Passados 14 meses de treino, notei discreta definição na musculatura, porém sem ganho de peso. Ao contrário, já cheguei até a perder peso e atualmente, com suplementação, tenho mantido o peso estável.

Alimento-me, seguindo orientação de nutricionista, porém noto que precisaria aumentar a quantidade, porém não consigo, pois não tenho apetite. Se forço a ingestão, noto aumento, não da musculatura, mas sim da gordura na região abdominal.
Possuo leve acúmulo de camada adiposa ao redor do umbigo, a qual insiste em lá permanecer, mesmo quando faço exercícios aeróbicos, cujos efeitos, para mim são catastróficos (perda de massa magra e diminuição da gordura - menos na região do umbigo).
Exame de bioimpedância revelou 13% de massa gorda.
Objetivo: perder a gordura na região do umbigo e hipertrofiar.
1) Estou fazendo algo errado??
2) Exercícios mais lentos são mais indicados para hipertrofiar?

RESPOSTA: Ari o aumento de massa magra/muscular estar intimamente ligado a nossa genética, assim como a correlação positiva entre outros fatores é muito importante. Alimentação adequada, descanso e treinamento.

É impossível você aumentar massa muscular, sem algum ganho de massa adiposa, ou seja, gordura. Obviamente que o objetivo é maximizar a hipertrofia e diminuir o máximo possível o ganho de gordura.

A orientação nutricional é muito importante, fica uma pergunta: a profissional que acompanha você tem especialização em nutrição esportiva?

É fundamental que você faça pequenas refeições a cada 2 ou 3 horas.

O descanso é outro fator indispensável, como você cita que não consegue realizar muitas refeições, pode estar existindo um déficit em relação às calorias ingeridas e a depletação das mesmas. No seu caso talvez 3 treinos semanais possam ser mais efetivos, como saber? Realizando uma periodização com esta freqüência.

Outros fatores como: número de exercícios, séries, repetições, pausa entre as séries e exercícios são de suma importância.

Em relação a velocidade, sim, realizar as repetições mais lentamente, trará melhores resultados. Em média 3 a 4 segundos por repetição.










sexta-feira, 20 de agosto de 2010

ESPECIALIDADE: Musculação



Na musculação é melhor realizar os exercícios de maneira lenta ou rápida para perder peso? 
RESPOSTA: Sou grande defensor da execução lenta dos exercícios na musculação para emagrecimento. Quando realizamos os exercícios de forma lenta, a musculatura permanece tencionada por mais tempo, fazendo com que o gasto calórico seja maior.

Exemplo:

*Agachamento 10 repetições x 3 segundos por repetição com 40 kg, totaliza um tempo de tensão de 30 segundos.



*Agachamento 10 repetições x 1,5 segundos por repetição com 40 kg, totaliza um tempo de tensão de 15 segundos.



Fica claro que no primeiro exemplo o gasto calórico é maior.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Perder massa magra



Pergunta enviada em 13/08/2010 10:31 por Lays Sarda
TÍTULO: Perder massa magra
Bom Dia,Estou fazendo um treino de emagrecimento, porém, tenho muita facilidade p/ ganhar massa muscular, meu treino está sendo o seguinte: 15 minutos de esteira p/ aquecimento, 2 aparelhos de musculação, 5 minutos esteira, 2 aparelhos e assim vai. Está certo que estou emagrecendo, mas no entanto, estou ganhando muita massa, minhas pernas já estão enormes, teria outra forma de eu perder gordura e ganhar o mínimo de massa magra possível?Obrigado.


Lays Sarda o treinamento que você está realizando pelos dados fornecidos é um dos vários tipos de circuito existentes e é uma maneira correta de prescrever um treinamento visando emagrecimento.As mulheres de uma forma geral não possuem facilidade para hipertrofia, já que o principal hormônio responsável é a testosterona, o sexo feminino possui em média 10 vezes menos concentração deste hormônio que o masculino.O corpo humano passa por um período de adaptação, em qualquer treinamento, e isto certamente está ocorrendo com você. Durante o treino existe a chamada hipertrofia transitória, também chamada de sarcoplasmática, ou seja, ocorre um direcionamento de fluídos para a musculatura que está sendo treinada, isto faz com que haja um “inchaço” momentâneo.Verifique sua alimentação, diminua o excesso de doces, frituras, sal, refrigerantes aumente o consumo de água, verduras, legumes, converse com seu professor e tenha um pouco de paciência.Não esqueça também que a melhor maneira para você verificar seus resultados, é através de uma avaliação física. Esta avaliação necessita ser realizada antes do início da confecção de um programa de treinamento, e dependendo da periodização, tempo de duração do programa, é possível realizar outra avaliação no meio do programa para verificar se o treinamento está indo ao encontro dos objetivos, e uma avaliação no final da “temporada” término do treinamento.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Derrame fibulotalar



Me chamo Ana Paula, fiz musculação durante algum tempo e mudei para a ginástica (jump, step, local) há 8 meses, fazendo de 4 a 5 aulas por semana। Sentia um leve desconforto no tornozelo direito, principalmente quando corria (época da musculação), aplicava gelo e descansava, passava dentro de dois ou três dias, tudo tranquilo. No mês passado comecei com dores nos dois tornozelos e joelhos (tendão patelar) e procurei um médico. Fiz um ultrassom nos tornozelos e foi diagnosticado derrame fibulotalar anterior no direito e nos joelhos uma inflamação patelar leve, devido o excesso de peso (agachamentos com barra) e atividade de impacto. O médico pediu que fizesse uma pausa de 1 mês, sem atividade de impacto e sobrepeso, compressas alternadas frio e quente e tomei 7 dias antiinflamatório. Me liberou para outros exercícios locais (braços e abdomên...), simulador de caminhada e bike leve. Mudei para a musculação, por orientação das professoras e estou fazendo treino de bike (30 minutos, 4 x por semana) + exercícios locais (c/ restrinção). Gostaria de saber se poderia voltar a fazer ginástica, quanto tempo de pausa precisaria para total recuperação. Agradeço pela ajuda,


Ana Paula sua lesão está muito mais ligada aos exercícios de Step e corrida que a musculação (agachamento), lógico que o agachamento se realizado de forma incorreta, assim como qualquer outro exercício, as chances de lesão são grandes.Quanto a sua pergunta, é impossível afirmar o tempo de pausa e até mesmo se você vai poder realizar todos os exercícios. O ideal é realizar novos exames e verificar o grau de sua lesão. Retornar as atividades se liberada pelo médico, de forma gradual, com ênfase no fortalecimento de quadríceps, evitando ou pelo menos diminuindo a intensidade e freqüência das atividades de impacto como step e corrida, esta última principalmente tomando cuidado com o tipo de tênis e o terreno.

domingo, 18 de julho de 2010

CREATINA NOVAS EVIDÊNCIAS


A creatina é um dos suplementos alimentares mais consumidos entre os praticantes de musculação, e ao mesmo tempo é fonte de discussão em relação aos seus verdadeiros benefícios. Infelizmente o que temos visto nas academias é falta de informação por parte de alguns profissionais que insistem em prescrever tal suplemento sem a devida formação, ou simplesmente usam o argumento que a creatina causa “inchaço” muscular pela retenção de líquido, e, portanto não deve ser utilizada. Obviamente que a prescrição deste e ou de qualquer outro complemento alimentar só deve ser realizada por profissional qualificado, neste caso um nutricionista com especialização em nutrição esportiva deve ser consultado para avaliar a real necessidade da utilização de suplementos alimentares. Já está bem documentado na literatura científica, que a creatina promove resultados positivos em relação ao ganho de força e aumento de massa muscular, as dúvidas são em relação aos mecanismos responsáveis pelo aumento do volume hipertrófico.Para esclarecer estes mecanismos, foi publicado em maio de 2010 um estudo de revisão na Revista Brasileira de Medicina do Esporte Vol. 16, No 3 – Mai/Jun, 2010. Efeitos da Suplementação de Creatina Sobre Força e Hipertrofia Muscular: Atualizações. Dos Autores:
Bruno Gualano,Fernanda Michelone Acquesta,Carlos Ugrinowitsch,Valmor Tricoli,Júlio Cerca Serrão,& Antonio Herbert Lancha Junior.

Os principais achados desta pesquisa estão descritos no texto abaixo.
A Creatina é uma amina de ocor¬rência natural (produzida naturalmente pelo organismo) sintetizada endogenamente pelo fígado, rins e pâncreas, a partir dos aminoácidos glicina e arginina. Pode também ser obtida via alimentação, especialmente pelo consumo de carne vermelha e peixes (em relação aos peixes, os de coloração vermelha como o Salmão são os que apresentam maiores teores). A produção endógena (1g/dia) somada à obtida na dieta (1g/dia para uma dieta onívora) se iguala à taxa de degradação espontânea da creatina e fos¬focreatina sob a forma de creatinina, por reação não enzimática. A creatina é encontrada no corpo humano nas formas livre (60 a 70%) e fosforilada (30 a 40%). Cerca de 95% é armazenada no músculo esquelético, sendo que o restante situa-se no coração, músculos lisos, cérebro e testículos.
Desde que foi demonstrado que a suplementação de creatina (20g/dia por cinco-sete dias) promove aumento de 20% nas concentrações de crea¬tina muscular, diversos estudos passaram a investigar o efeito dessa suple¬mentação no rendimento físico-esportivo. (vale ressaltar que alguns estudos questionam a necessidade da realização da saturação para obtenção de resultados. EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO AGUDA DE CREATINA SOBRE OS PARÂMETROS DE FORÇA E COMPOSIÇÃO CORPORAL DE PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO.
Navarro e colaboradores, Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, Mar/Abril, 2007.

CREATINA: METABOLISMO E EFEITOS DE SUA SUPLEMENTAÇÃO SOBRE O TREINAMENTO DE FORÇA E COMPOSIÇÃO CORPORAL.
Carvalho e colaboradores Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, Janeiro/Fevereiro, 2009).
Os efeitos ergogênicos da su¬plementação de creatina em atividades intermitentes, como o treinamento de força, são bem descritos. De fato, diver¬sos estudos, incluindo duas meta-análises, demonstram que a suplementa¬ção de creatina pode promover ganhos de força e massa magra.
Embora os efeitos ergogênicos da suplementação de creatina no treinamento de força sejam bem documentados, os mecanismos pelos quais essas adaptações ocorrem não são totalmente elucidados. A ori¬gem do ganho de massa magra, por exemplo, tem sido alvo de grandes discussões, já que é incerto se o fator responsável por essa adaptação se refere meramente a uma retenção hídrica ou a uma “verdadeira” hi¬pertrofia. Recentes achados têm indicado que a suplementação de cre¬atina pode alterar a transcrição de fatores miogênicos regulatórios, aumentar a eficiência de tradução proteica através da via hipertrófica PI3K-AKT/PKB-mTOR e controlar a ativação, proliferação e diferencia¬ção de células satélites. Contudo, pesquisadores ainda divergem se a creatina per se é capaz de promover tais efeitos ou se a combinação ao treinamento de força é necessária.


Efeitos da suplementação de creatina na hipertrofia
Vários são os estudos que evidenciaram maiores aumentos na mas¬sa magra em consequência da suplementação de creatina, combinada com o treinamento de força. Em meta-análise conduzida por Branch, dos 67 estudos que mensuraram a massa corporal, 43 repor¬taram aumentos na massa corporal total e/ou massa magra decorrentes da suplementação de creatina.
Existem evidências suficientes para se afirmar que a suplementação de creatina acompanhada de treinamento de força resulta em aumen¬tos de hipertrofia maiores do que aqueles vistos quando da suple¬mentação ou treinamento isoladamente. Volek et al., por exemplo, evidenciaram que sujeitos que receberam suplementação de creatina durante treinamento de força de 12 semanas apresentaram maiores aumentos na área de secção transversa de fibras do tipo I, IIa e IIx em relação ao grupo controle, apenas treinado.
Contudo, os mecanismos fisiológicos que explicam esse maior au¬mento da musculatura com a suplementação de creatina juntamente com o treinamento de força ainda não foram esclarecidos, entretanto existem muitas hipóteses sendo investigadas. A seguir, discutiremos as recentes evidências sobre cada uma delas.


1. Efeitos da creatina sobre a retenção hídrica e balanço proteico
Talvez um dos primeiros achados fisiológicos atribuídos à suple¬mentação de creatina tenha sido o aumento no volume total de água corporal. Por muito tempo, creditou-se apenas à retenção hídrica o notório ganho de massa magra e peso corporal decorrentes desse suplemento. Recentemente, contudo, tem sido especulado que mudan¬ças nos conteúdos intracelulares (interior da célula) de água possam influenciar a tradução de proteínas contráteis. Berneis et al. foram os primeiros a for¬necer importantes indícios que sustentam essa hipótese em humanos. Os autores submeteram homens saudáveis às três condições definidas como de hipo-osmolaridade, hiperosmolaridade e iso-osmolaridade ex¬tracelular e observaram que, no primeiro caso, houve maior aumento na síntese proteica do que nas outras situações. Esse achado foi atribuído ao “inchaço” celular promovido pelo meio extracelular hiperosmótico. Resta saber até que ponto a suplementação de creatina é capaz de alterar significativamente o balanço hídrico, a osmolaridade celular e, por consequência, o balanço proteico em humanos.
De fato, poucos estudos investigaram se a suplementação de cre¬atina pode alterar o catabolismo ou a síntese de proteínas. Parise et al. demonstraram, através da técnica de infusão contínua de leucina marcada, que a suplementação de creatina durante cinco dias não afeta a síntese proteica, embora tenha reduzido o catabolismo proteico em homens. Louis et al. não observaram alterações na síntese e catabo¬lismo de proteínas, após cinco dias de suplementação. O mesmo grupo falhou novamente em documentar possíveis alterações no balanço proteico quando da suplementação de creatina acompanhada de uma sessão de treinamento de força. Esses dados sugerem que a creatina per se, por um curto período, não altera significativamente o balanço proteico, mesmo quando combinada a uma única sessão de exercícios de força. Estudos futuros devem avaliar se a suplementação de creatina afeta o balanço proteico em longo prazo.


2. Efeitos da creatina sobre o volume de treinamento
Alternativamente, considera-se que a suplementação de creatina parece ter grande efeito sobre o aumento no volume de treinamento, como evidenciado nos estudos de Dangot et al., Volek et al. e Volek e Rawsom. De acordo com esses estudos, a creatina possibilitaria que o sujeito desempenhasse mais repetições com a mesma carga, o que poderia se traduzir em maiores ganhos de massa magra num programa de treinamento de longo prazo. Uma grande evidência que suporta essa hipótese vem do estudo de Syrotuik et al. Esses autores relataram que sujeitos que receberam creatina, mas que desempenharam a mesma carga absoluta que o grupo placebo (apesar de serem capazes de levantar maio¬res cargas), apresentaram as mesmas respostas para força e hipertrofia, indi¬cando que os benefícios advindos da creatina são associados ao aumento do volume de treinamento. Dessa forma, esses estudos sugerem que os efeitos da suplementação de creatina sobre a hipertrofia são dependentes da capacidade desse suplemento em aumentar o volume de treino. (No contexto apresentado devemos considerar os princípios do treinamento esportivo em especial: O Princípio da Adaptação, O Princípio da Sobrecarga e O Princípio da Interdependência Volume-Intensidade).
3. Efeitos da creatina sobre a expressão gênica e ativação das vias de trofismo muscular.Existem recentes evidências de que a creatina pode efetivamen¬te influenciar a transcrição gênica. Safdar et al. demonstraram que a suplementação de creatina por 10 dias é capaz de elevar a expressão de inúmeros genes envolvidos na regulação osmótica, síntese e de¬gradação de glicogênio, remodelagem do citoesqueleto, proliferação e diferenciação de células satélites, reparo e replicação de DNA, controle da transcrição de RNA e morte celular.
Por não terem encontrado aumento agudo na síntese proteica após a suplementação de creatina em estudos anteriores, Deldicque et al.) estabeleceram a hipótese de que a creatina poderia atuar em vias intracelulares que precedem os processos de síntese proteica, regulando-as em longo prazo. Os autores investigaram os efeitos desse suplemento na expressão gênica de IGF muscular (também conhecido como MGF), ativador da via PI3K-AKT/PKB-mTOR, e nas expressões gênica, proteica e fosforilada de p70s6k e 4E-BP1, efetores dessa mesma via. Em estudo cross-over, os sujeitos foram suplementados com creatina ou placebo e sub¬metidos a biópsias musculares no repouso, 3 e 24h após sessão de treino de força para membros inferiores. Os pesquisadores verificaram que a ex¬pressão gênica de IGF-I estava aumentada no repouso, em consequência da suplementação de creatina. Além disso, observaram aumento na fos¬forilação do 4E-BP1 com a suplementação, após 24h. Deldicque et al., baseados no conjunto de seus dados, concluíram que a creatina pode atuar no crescimento muscular salientando o estado anabólico da célula, via IGF-I. Esse achado é corroborado por Burke et al. que verificaram au¬mento do conteúdo muscular de IGF-I como resultado da suplementação de creatina durante oito semanas de treinamento de força.
Além de atuar nas vias de hipertrofia, um recente estudo providen¬ciou evidência de que a creatina pode atenuar os efeitos de corticoste¬roides na atrofia muscular em modelo animal. Os autores relembram que os mecanismos de indução de atrofia por corticosteroides não são completamente entendidos, mas pode envolver a diminuição de expressão do IGF-I.
Baseando-se nos dados de Deldicque et al., Menezes et al.(43) e Burke et al.(21) é possível que a creatina atue tanto salientando a hipertro¬fia, quanto atenuando a atrofia, já que foi demonstrado recentemente que o IGF exerce controle superior de ambas as vias tróficas . Estudos futuros deverão investigar melhor essa possibilidade.


4. Efeitos da creatina sobre a proliferação e diferenciação de células satélite
Sabe-se que o núcleo da fibra muscular adulta não é capaz de sofrer mitoses, entretanto, o aumento do número de mionúcleos é necessá¬rio para a manutenção do domínio nuclear (volume de sarcoplasma pelo qual um mionúcleo é responsável pela síntese proteica) durante o processo de hipertrofia. Há diversos estudos afirmando que as células satélites (células quiescentes capazes de se diferenciar em fibras adul¬tas) são as responsáveis por doarem seus mionúcleos à fibra muscular, mantendo o domínio nuclear e, assim, possibilitando a continuidade do processo hipertrófico.
Willoughby e Rosene(19) demonstraram que o treinamento de força combinado à suplementação de creatina é capaz de aumentar a ex¬pressão de fatores miogênicos regulatórios (da família MRFs, do inglês myogenic regulatory factors), como MRF4 e miogenina, parcialmente responsáveis pela proliferação e diferenciação de células satélites. Hes¬pel et al. também relataram aumentos na expressão da MRF4 em indivíduos suplementados com creatina, embora não tenham encon¬trado alterações na expressão de miogenina.
Vierck et al. observaram aumento na atividade mitótica das célu¬las satélites de ovelhas suplementadas com creatina. Dangott et al. analisaram o efeito da suplementação de creatina sobre a hipertrofia muscular e a atividade mitótica das células satélites de ratos durante o processo de hipertrofia compensatória no músculo plantar de ratos (induzida pela remoção cirúrgica dos músculos sóleo e gastrocnêmio) e encontraram maior atividade mitótica no grupo suplementado. Olsen et al. verificaram aumento na área de secção transversa, no número de células satélites e mionúcleos em sujeitos suplementados com creatina e submetidos a treinamento de força. Segundo os autores, tais achados devem-se a já discutida ativação de MRFs mediada pela creatina.


Perspectivaseconsideraçõesfinais

De acordo com Lemon, a grande limitação dos estudos que con¬cluíram que a suplementação de creatina não promove hipertrofia é que a maioria deles empregou protocolos de curto prazo e sem treinamento de força. Espera-se que em um curto período de tempo surjam novos trabalhos investigando os efeitos da creatina combinados ao treinamen¬to de força por períodos mais prolongados (três meses em diante).
Além disso, graças ao advento da biologia molecular e o consequen¬te avanço no detalhamento das vias de trofismo muscular, acredita-se que os mecanismos biomoleculares pelos quais a creatina exerça seu efeito ergogênico sejam bem descritos muito em breve.
Por fim, os consistentes dados presentes na literatura acerca do efeito ergogênico da creatina em atletas começaram, recentemente, a incentivar o uso terapêutico dessa substância em doenças caracterizadas por acometimentos musculares. De fato, alguns trabalhos já têm demons¬trado melhoras clínicas e fisiológicas decorrentes desse suplemento em pacientes com miopatias inflamatórias e distrofias musculares. Uma excelente revisão sistemática sobre o tema foi recentemente publicada por Kley et al. Certamente, os efeitos terapêuticos da creatina emer¬gem como um futuro e promissor campo de estudo.
Em conjunto, os estudos descritos nessa revisão sugerem que os ganhos de força e massa magra advindos da suplementação de creatina são consequências dos aumentos de retenção hídrica, expressão gênica e eficiência da tradução de proteínas relacionadas à hipertrofia, além da proliferação e ativação de células satélites. À luz da presente literatura, ainda não se pode afirmar com clareza se essas adaptações são oca¬sionadas por efeitos diretos da suplementação de creatina ou se são mediadas pelo aumento no volume de treinamento. Contudo, os efeitos da suplementação de creatina na promoção de ganho de massa magra e força são contundentes
.

domingo, 11 de julho de 2010

hipertensão arterial







A hipertensão arterial (HA) é considerada um dos fatores de risco mais importante para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, representando no Brasil um dos problemas de saúde pública de maior prevalência na população, capaz de levar a óbito, aproximadamente, 40% dos indivíduos acometidos. O tratamento da HA é realizado por meio de medicamentos e deve estar associado a uma mudança de estilo de vida, como alterações no padrão alimentar e prática regular de exercícios físicos. Sua prevalência varia de acordo com cada pais, podendo ser encontrado valores de 4% na China e mais de 30% nos EUA ( A diferença encontrada entre os países aqui citados ocorre principalmente ao alto consumo de alimentos industrializados e com alto teor de gordura e sódio nos EUA). No Brasil, as taxas variam de 22 a 43%, dependendo da região do pais. Parte considerável dos pacientes hipertensos apresenta comorbidade com diabetes, obesidade e dislipidemia, alem de outros fatores de risco, como sedentarismo e tabagismo.
A hipertensão se torna mais comum com a idade, alcançando cerca de 6% dos indivíduos entre os 18 e 24 anos e cerca de 60% nas pessoas acima de 65 anos.
Grande ênfase tem-se dado às medidas não farmacológicas, dentre elas, vem se destacando a pratica regular de atividades físicas, componente importante na melhoria da qualidade de vida.
Estudos constataram menor morbidade e mortalidade, por doenças do sistema cardiovascular, em indivíduos treinados fisicamente, com benefícios evidentes no subgrupo de hipertensos.
A inatividade física e reconhecidamente um dos mais importantes fatores de risco para as doenças cardiovasculares. O estilo de vida sedentário, o tabagismo, a hipertensão arterial e a dislipidemia compõem situações passiveis de modificação, para um conjunto de doenças cronico-degenerativas consideradas o principal problema de saúde dos tempos atuais. Dados indicam que 20% dos adultos são pouco ativos (apenas uma vez por semana) e somente 8% fazem atividade física regular (três vezes por semana) no Brasil. Isso evidencia a importância que se deve atribuir aos programas de Atividade Física Terapêutica como meio para a abordagem ao hipertenso. O exercício físico realizado regularmente provoca importantes adaptações autonômicas e hemodinâmicas que vão influenciar o sistema cardiovascular, com o objetivo de manter a homeostasia celular diante do incremento das demandas metabólicas. Ha aumento no debito cardíaco (Débito cardíaco ou Gasto cardíaco é o volume de sangue sendo bombeado pelo coração em um minuto. É igual à frequência cardíaca multiplicada pelo volume sistólico), redistribuição no fluxo sanguíneo e elevação da perfusão circulatória para os músculos em atividade.
Um estudo realizado em Pelotas observou que as principais provas para o diagnostico de HA estavam constituídas da mensuração da PA, exame de urina, creatinina e potássio serico, colesterol total, glicemia em jejum e eletrocardiograma de repouso. Antes de iniciarem programas regulares de exercício físico, os hipertensos devem ser submetidos à avaliação clinica especializada, exame preparticipação e recomendações médicas relacionadas aos exercícios. Hipertensos em estagio 3 só devem iniciar o exercício apos controle da PA.
  • A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que os indivíduos hipertensos iniciem programas de exercício físico, desde que submetidos a avaliação clinica previa. Os exercícios devem ser de intensidade moderada, de três a seis vezes por semana, em sessões de 30 a 60 minutos de duração, realizadas com freqüência cardíaca entre 60% e 80% da máxima ou entre 50% e 70% do consumo Maximo de oxigênio. As variáveis cardiovasculares vêm sendo monitoradas para indicar diretamente o impacto da intensidade de esforço e da modalidade de exercício sobre a taxa de trabalho do miocárdio. A freqüência cardíaca (FC) e PA são as variáveis mais utilizadas, e associadas, fornecem o Duplo produto (DP) que permite avaliar de forma indireta o trabalho do miocárdio. O duplo Produto é obtido pela multiplicação da Freqüência Cardíaca e a Pressão Arterial Sistólica “a mais alta”. O treinamento resistido para hipertensos. Existe na literatura um grande numero de estudos relacionados as respostas cardiovasculares agudas durante exercícios físicos. Eles demonstram que os exercícios resistidos (ER) apresentam menor Duplo produto (DP) do que exercícios aeróbicos ( o motivo pelo qual o Treinamento com Pesos eleva menos o duplo produto é por este ser um exercício não contínuo, ou seja, durante o intervalo recuperativo/pausa entre uma série e outra, tanto a FC como PA diminuem, reduzindo o DP). Farinatti e Assis avaliaram 18 indivíduos em exercícios contra resistência em um, seis e 20 repetições máximas (RM) e um treinamento aeróbico continuo no cicloergometro durante 20 minutos a 75-80% da FC de reserva. Nos ER o maior DP foi registrado em 20RM, seguido de 6RM e finalmente, o de 1RM, registrando o menor valor para o DP ( o que faz com que o DP seja maior nas repetições mais elevadas é o tempo de duração da série, promovendo deste modo uma maior vasoconstrição). Sendo assim, nos ER o aumento do DP ficou mais associado ao numero de repetições do que a carga e no trabalho aeróbio, foi registrado um maior DP quando comparado aos ER। Concluiu-se que os ER, independente da intensidade, impõem uma menor solicitação cardíaca que a atividade aeróbica। De acordo com o Conselho Federal de Educação Física – CONFEF a prescrição de atividades físicas necessita da orientação de um Especialista do Exercício – o Profissional de Educação Física e capacitado para prescrever e orientar sessões de atividades físicas com fins educacionais, de treinamento, de prevenção de doenças e promoção da saúde.
    A Classificação utilizada pela SBC é preconizada na V Diretriz de HAS, esta classificação é idêntica a utilizada no VI JNC americano, é a descrita abaixo.


    Referência Bibliográfica: Nível de conhecimento do Profissional de Educação Física frente a alunos com hipertensão arterial nas academias de ginástica Luciana Zaranza Monteiro,Itana Lisane Spinato,Carlos Antonio Bruno da Silva,Zelia Maria de Sousa Araujo Santos,Renan Magalhaes Montenegro Junior. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2010, 12(4):262-268 OBS: Os dados grifados em azul foram alterações realizadas pelo Professor Personal Júnior.







sábado, 10 de julho de 2010

Ginástica Corretiva


Pergunta enviada em 08/07/2010 22:32 por Jean de Souza NogueiraOlá amigos! tenho um grande duvida, tenho uma aluna com diferença de medida de uma coxa para outra de 4cm, o que devo fazer nesse caso? aumentar a carga no membro de menor circunferencia? fazer treinos unilaterais? ou treinar normalmente até o membro igualar c/ o outro?
obrigado! aguardo contato!

Jean somos seres assimétricos, ou seja, é normal a diferença entre membros, especialmente até (2) cm, no caso de sua aluna a assimetria é acentuada, porém se a mesma não compromete a realização de atividades laborais e/ou esportivas o trabalho compensatório não é necessário. Obviamente que em termos estético esta diferença pode estar incomodando sua cliente. Fica uma pergunta para você, sua aluna já realiza musculação ou irá iniciar agora? Caso ela não esteja praticando, temos duas alternativas: a primeira é realizar um trabalho “normal”, já que existe uma tendência dos membros se igualarem, neste caso após aproximadamente dois meses de treinamento realize outra avaliação física e observe se a assimetria diminuiu, caso isto não tenha ocorrido então realize o trabalho compensatório, a segunda alternativa é começar este trabalho já no início do treinamento.