quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Fisiologia do Exercicio

Pergunta enviada em 10/11/2010 15:48 por Leandro Silva de Oliveira
Olá!!!
Como se da o aumento da reserva de energia e do desenvolvimento da massa muscular na atividade fisica ?

RESPOSTA:

Leandro esta resposta é bastante complexa.

Hipertrofia Muscular: é um aumento na secção transversa do músculo, e isso significa aumento do tamanho e no número de filamentos de actina e miosina e adição de sarcômeros dentro das fibras musculares já existentes (Fleck, 1999). A magnitude deste aumento de massa muscular depende de vários fatores, como resposta individual ao treinamento, intensidade e duração do programa de treino e estado prévio do indivíduo para o início do programa (komi,1994). Podemos ainda destacar outros fatores: genética, alimentação, descanso entre outros.



Temos dois tipos de Hipertrofia: miofibrilar ou tensional e hipertrofia sarcoplsmática ou metabólica. Estas são inversamente proporcionais no que se refere à intensidade e volume, ou seja: na hipertrofia miofibrilar (tensional) trabalha-se com cargas maiores "peso" que é igual à intensidade, e número de repetições menores o que caracteriza volume, no caso da hipertrofia sarcoplasmática (metabólica) as repetições são maiores e o peso menor por isso são inversamente proporcionais. Para que ocorra a hipertrofia é necessário que haja um equilíbrio entre intensidade e volume, o tempo que o músculo permanece sobre tensão é de extrema importância ou seja, se trabalharmos com grandes quilagens pesos, o número de repetição será muito pequeno, fazendo com que o músculo fique tensionado por um período muito reduzido, já se o peso for muito leve será possível realizar um grande número de repetições, porém, a tensão em termos de quilagem é muito pequena não havendo hipertrofia muscular. Muitos autores atribuem a hipertrofia ao tempo em que o músculo permanece sob tensão e não somente a determinados algarismos. Uma série de 10 repetições, por exemplo, pode ser realizada em 10 segundos, 40 segundos ou 2 minutos. A velocidade de execução, a carga utilizada, tempo de pausa, amplitude de execução, podem ocasionar notáveis diferenças de vias metabólicas necessárias para manter o exercício, com diferentes respostas adaptativas bioquímicas e morfológicas. Verkhoshansky (2000) e poliquin (1997), citam tempos entre 20-40 a 60-70 segundos de execução como ideais para ganhos de massa muscular, em cada série no treinamento de força. Cossenza (2001), bompa (2000), brooks (2000), fleck e kraemer (1999), zatsiorsky (1999), santarem (1999), andrada (1998), monteiro (1997) e araújo filho (1994), há maior ganho de hipertrofia muscular com um treinamento de musculação com a realização de 6 a 12 repetições. Segundo badillo & gorostiaga (2001) e dantas (1998), intensidades compreendidas entre 60% e 80% de 1-rm é possível realizar 6 a 12 repetições por série. A intensidade mínima que pode ser usada para executar uma série até a fadiga voluntária momentânea, que possa resultar em um aumento da força muscular e hipertrofia muscular, é de 60 a 65% de 1-rm (mcdonagh & davies apud fleck & kraemer, 1999, p.22).

Sobrecarga tensional e hipertrofia miofibrilar: de acordo com a hipótese energética a taxa de degradação protéica é uma função do peso levantado: quanto maior o peso maior a taxa de degradação da proteína (zatsiorsky, 1999, p.150). Por serem sintetizadas mais proteínas contráteis, durante o período de anabolismo, a densidade dos filamentos aumenta. Segundo guedes júnior (2003), santarem (1999), zatsiorsky (1999) e tous (1999), o aumento da síntese de proteínas contráteis, estimulado pelo treinamento de força, promove o aumento do tamanho e do número de miofibrilas por fibra muscular. A essa adaptação dá-se o nome de hipertrofia miofibrilar, e o estímulo capaz de causar tal adaptação seria a sobrecarga tensional, relacionada com o alto nível de tensão imposto ao músculo graças ao peso elevado a ser vencido. Nos exercícios resistidos quanto maior a carga maior a sobrecarga tensional. Grandes sobrecargas tensionais implicam em baixas repetições e um curto tempo de execução de cada série de um exercício. Para santarem (1999), o aumento de tensão muscular durante os exercícios caracteriza uma sobrecarga tensional e é diretamente proporcional à resistência oposta ao movimento. O mesmo autor, ainda cita que o treinamento típico para aumento de força enfatiza a sobrecarga tensional, com pouca ênfase na sobrecarga metabólica. Bompa (2000), cita a hipertrofia miofibrilar, estimulada pela sobrecarga tensional, mais estável e duradoura.

Sobrecarga metabólica e hipertrofia sarcoplasmática: a sobrecarga metabólica traz as células musculares um maior estresse bioquímico, pelo maior tempo de execução de uma série, mas em compensação com um menor número de carga do que a sobrecarga tensional. Segundo guedes júnior (2003), santarem (1999), zatsiorsky (1999) e tous (1999), durante as contrações musculares prolongadas ocorre um aumento de atividade dos processos de produção de energia, caracterizando uma sobrecarga metabólica do tipo energética. Essa sobrecarga metabólica contribui para o aumento de volume muscular através do aumento de substratos energéticos localizados no sarcoplasma: cp-supercompensação e o aumento das reservas de glicogênio, uma resposta adaptativa ao consumo aumentado dessa substância altamente hidratada (super-hidratação). O outro mecanismo é extracelular, e consiste no aumento de vascularização do tecido muscular. A isso se pode chamar de hipertrofia sarcoplasmática ou volumização celular, estimulada pela sobrecarga metabólica, caracterizada pelo elevado número de repetições e pelo tempo prolongado de execução de cada série de um exercício. Para bompa (2000), o aumento de massa muscular em alguns culturistas é freqüentemente o resultado de um aumento de fluido/plasma no músculo, ao invés do engrossamento dos elementos contrateis da fibra muscular. Do ponto de vista prático, a sobrecarga metabólica aumenta nos exercícios com pesos na medida em que aumentamos as repetições e/ou diminuímos os intervalos de repouso. Assim sendo, a sobrecarga metabólica é inversamente proporcional à sobrecarga tensional (santarem, 1999, p.39). Conclusão a sobrecarga metabólica é inversamente proporcional à sobrecarga tensional e vice-versa, relação oposicional entre volume e intensidade. Ambas as sobrecargas contribuem para o aumento de volume dos músculos, porém, por diferentes mecanismos. O ponto de união entre as duas seria, provavelmente, o estímulo mais eficiente a hipertrofia muscular em condições normais de treino e alimentação. Este ponto de união ficaria em 9 e 10 repetições, executadas em 45 segundos em média





A forma de energia química utilizável pelas fibras musculares durante as atividades físicas é o ATP; sendo este o componente básico para a contração muscular.Em condições ideais de trabalho mecânico, os músculos são capazes de transformar 25% da energia mobilizada em trabalho e os 75% restantes são dissipados na forma de calor.

São três as vias de transformação da energia química estocada para utilização pelo trabalho muscular:

1 – Reservas do sistema ATP – CP

2 – Glicólise (Metabolismo anaeróbico)

3 – Metabolismo oxidativo (Metabolismo aeróbico)

Sistema ATP – CP (anaeróbico alático)

Ao iniciar um exercício, o organismo primeiramente lança mão da energia mais prontamente disponível, que provém do ATP – CP ou sistema adenosina trifosfato – fosfocreatina. Essa fonte energética, embora bastante limitada, não é dependente da presença do oxigênio e nem produz lactato e, portanto, é denominada via anaeróbica alática. Como referido acima, o estoque de ATP – CP disponível está limitado, sendo que a quantidade celular disponível de ATP é de aproximadamente 2,43 mmol/100g de tecido seco, o que permite que uma atividade de alta intensidade dure apenas 2 segundos às custas desse substrato. Entra então em ação a fosfocretatina (CP) (disponível em torno de 6,78 mmol/kg de tecido seco) que é consumida em aproximadamente 0,10 segundo de exercício.Nesse mecanismo, é ativada a enzima responsável pela “quebra” da fosfocreatina, trata-se da creatinafosfoquinase (CPK). Essa “quebra” é responsável pela liberação da energia utilizada na ressíntese do ATP que serviu de substrato energético para a atividade. Por isso a disponibilidade de fosfocreatina é muito importante nas atividades anaeróbicas aláticas, ou seja, atividades que demandem energia rapidamente e com curta duração, como é o caso das corridas de 100 metros rasos, o levantamento de pesos e salto em altura, entre outras. Entre as características desse sistema, destacamos: alta potência, e baixa capacidade, o que quer dizer que ocorre liberação de grande quantidade de energia em um curto espaço de tempo, com baixa quantidade total de trabalho em duração prolongada।

Metabolismo glicolítico (anaeróbico lático)

Nessa via metabólica, ocorre liberação de energia para o trabalho muscular a partir da quebra do glicogênio estocado, passando a liberar a glicose-6-fosfato para ser utilizada como substrato energético. A enzima responsável por essa quebra é a fosfofrutoquinase, que está envolvida em uma série de reações responsáveis pela produção de ácido pirúvico. Em condições de reduzidas taxas de oxigênio disponível no músculo, esse ácido pirúvico será metabolizado formando duas unidades de ATP e ácido lático, sendo esta via conhecida como anaeróbica lática, por ser realizada em situações de baixos teores de oxigênio e pela formação de lactato. Este sistema opera predominante até aproximadamente 30 a 40 segundos de exercício intenso, sendo sua contribuição fundamental para eventos como corridas de 400m.

Sistema oxidativo (Metabolismo aeróbico) Já na presença de oxigênio, o ácido pirúvico formado pela glicose vai até Acetil-coenzima que por meio das etapas do ciclo de Krebs, ou do ácido cítrico, dará origem a 38 moléculas de ATP, água e gás carbônico. Por utilizar oxigênio, esta via é denominada aeróbica (ou metabolismo aeróbico). Esse sistema é de capacidade ilimitada e, em termos de potência, produz 18 vezes mais ATP que o sistema anaeróbico lático, antes comentado.

Um exemplo mais prático dos sistemas. quando um atleta está envolvido em uma atividade física de curtíssima duração, como corridas de 50 a 100m, tem como fonte principal de energia o sistema ATP-CP ou o metabolismo anaeróbico alático. Já em provas curtas como corridas de 250 a 300m, com duração aproximada de 40 segundos, a energia produzida é função principalmente do sistema do ácido lático. Já nas competições que possuem uma duração superior a 3 minutos, como as maratonas e corridas de fundo, a energia provém principalmente do sistema aeróbico.

OBS: Existe um predomínio, não exclusividade de um sistema.

Uma alimentação adequada é fundamental para que consigamos atingir a performance esportiva ótima. Se sua alimentação é deficiente em um determinado nutriente que é utilizado fundamentalmente para a produção de energia durante o exercício, sua performance será prejudicada. Ou seja, se sua dieta for equilibrada, sendo composta por alimentos variados, você não estará sujeito a uma deficiência nutricional, que poderia vir a prejudicar a sua performance esportiva.

Os nutrientes podem ser agrupados em seis diferentes classes:

carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas, minerais e água. Geralmente, o carboidrato é utilizado como fonte de energia. A gordura fornece energia e também faz parte da estrutura da maioria das células. A proteína desempenha uma série de papéis, sendo necessária para: (a) formação, crescimento e desenvolvimentos de tecidos corporais; (b) formação de enzimas que regulam a produção de energia; e (c) geração de energia, principalmente quando os estoques de carboidratos estão baixos. As vitaminas regulam os processos metabólicos trabalhando como enzimas. Muitos minerais também estão envolvidos com a regulação do metabolismo, mas alguns também contribuem com a formação da estrutura do nosso corpo como um todo (ex.: o cálcio atua como constituinte do tecido ósseo). Finalmente, a água compõe a maior parte do nosso peso corporal e ajuda a regular uma variedade de processos metabólicos.

Todos os nutrientes estão envolvidos com a produção de energia de uma maneira ou de outra, porém alguns nutrientes específicos são especialmente importantes para atletas, cujas taxas de produção de energia podem aumentar significativamente durante o exercício.







terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dores na bacia após cirurgias no joelho

Pergunta enviada em 26/10/2010 11:59 por RENATO PRADO

Boa tarde! Hoje sofro com dores na bacia ou na junção entre o fêmur e a bacia, principalmente quando faço movimentos de alongamento/abertura laterais com as pernas. Tudo começou após uma cirurgia de recuperação do ligamento cruzado anterior do meu joelho esquerdo. Na verdade, antes de recuperar o LCA tive de fazer uma osteotomia para corrigir o eixo da minha perna que encontrava-se "arcada" para fora. Não tenho mais dores no joelho mas após a cirurgia de recuperação de LCA , as dores no quadril/bacia é que começaram. Faço alongamentos frequentemente mas as dores continuam e como comecei a fazer corrida e spinning e natação há pouco tempo, elas aumentaram, mesmo com bastante alongamento antes e depois. Já voltei no meu ortopedista que operou meu joelho mas ele disse que é "assim mesmo" pois mexeu na estrutura do meu corpo e leva um tempo para tudo se encaixar novamente. Fui num ortopedista especialista em bacia/quadril, fiz ressonância e não acusou nada ou apenas uma pequena inflamação num tendão, mas recomendou apenas um anti inflamatório. Fiz até acupuntura mas não resolveu... Pergunto: existe algum tipo de tratamento (exercicio ou fisioterapia) específico pra resolver meu problema de uma vez por todas. Sempre tomo um anti inflamatório quando as dores são muito fortes (bo profenid) mas está começando a afetar meu estômago. Qual outro profissional devo procurar? Insisto com meu ortopedista, procuro uma 3ª opinião?Abraço!

RESPOSTA:Renato as dores na região do quadril podem ter ocorrido pela combinação de uma predisposição para lesão, defeito “genético” e/ou pela falta segurança no pós-operatório de seu joelho, que pode ter levado a uma sobrecarga do quadril.

Aconselho que interrompa com as atividades que você está realizando, pois as mesmas sendo de impacto tendem a agravarem o problema. Até mesmo exercícios de alongamentos, podem causar lesão se não forem realizados corretamente.

Sugiro que volte ou procure outro ortopedista especializado em quadril, faça o tratamento conforme a orientação do especialista, interrompa a prática de exercícios durante o tratamento, e quando voltar a prática de atividade física, inicie pela musculação.

Não esqueça que é fundamental a liberação do seu médico e uma avalição física para verificar o que e como proceder com o programa de exercícios.





domingo, 24 de outubro de 2010

Dia livre ou dia do lixo

Pergunta enviada em 23/10/2010 15:35 por Regina Maria de Oliveira

Tenho 34 anos, 154 cm, oscilo entre 58.0 e 57.5 kg. Treino desde 26/07/2010, 2ª a 6ª, alternando entre MMIIs e MMSSs, e faço aerobico (que alterno em step, jump, corrida esteira 3 ou 4 km (veloc 7.5), caminhada na esteira 45 min = 3.2 km. Quando iniciei estava com 60.50kg.

Senti certa diferença no meu corpo mas gostaria de secar um pouco mais. Sei que para isso uma boa alimentação e importantissimo. Ate semana passada apenas me alimentava bem durante a semana e no final de semana dava uma pisada que ja começava na sexta a noite. Essa semana resolvi mudar: alem de melhorar a minha alimentação que ja era razoavel resolvi cortar toda e qualquer alimentação não saudavel do final de semana. O problema e que alem de ser dificil me sinto meio mau humorada pela privação. Ouvi dizer que quem malha regularmente e se alimenta corretamente pode adotar um dia da semana como "dia livre" ou "dia do lixo", onde permite-se maiores exravagâncias alimentares. Isso e realmente verdade? Como poderia melhorar nessa questão.

Agradeço desde ja.

RESPOSTA:Quando temos como objetivo a redução de peso e consequentemente a diminuição do percentual de gordura, a alimentação é o ator principal, sendo o exercício físico coadjuvante neste processo. Você necessita de um balanço calórico negativo, ou seja, gastar mais calorias que o total ingerido ao longo da semana. Neste sentido como nosso colega mencionou, mesmo tendo um dia livre ou do lixo, o total de calorias ao término da semana tem que ser favorável ao seu objetivo.

O mau humor que você sente, está relacionado com o baixo consumo de carboidrato e açúcar. O carboidrato e o açúcar ajudam na liberação de uma substância chamada serotonina um “calmante”, neurotransmissor produzido pelo celebro.



Procure um profissional de nutrição para adequar sua dieta alimentar. Na impossibilidade de contratar este profissional, consuma um bombom, uma barra de cereal, algo que possa dar prazer sem prejudicar seus objetivos.



Lembre que na vida tudo é uma questão de equilíbrio.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

HIPERTROFIA FEMININA

Olá !

Treino faz quase um ano... e visualmente ainda nao vi resultados tão significativos assim, mas enfim.. eu treino com muita intensidade.

Tenho 20 anos, 1, 66, 56 quilos, e biotipo magro. Vou à academia de segunda à sabado. gostaria de uma opiniao sua à respeito do

meu planejamento, aí está:

Bom, resumindo, nao estou vendo muitos resultados, realizo cada serie ate a falha e estou com umas dores e incomodos no triceps, quadriceps e joelho, cotovelo.. ix.. mas eu diminui o volume por causa disso e esta melhorando aos poucos. Agradeço a sua atenção.. sinceramente não sei que decisão tomar!

- Rafaela de Andrade
 
RESPOSTA: RAFAELA conforme os dados enviados: alimentação e planilha de treino: 
 
Para que ocorra hipertrofia Muscular, vários fatores necessitam de uma correlação positiva. Alimentação no que tange aos macro e micros nutrientes. No primeiro caso carboidratos, proteínas e gorduras. Precisa existir um balanço calórico positivo, ou seja, você necessita ingerir mais calorias que o total depletado. É importante um balanço nitrogenado positivo, a ingestão de proteínas, tem que estar acima da quantidade que o organismo necessita para síntese protéica e constituição de outros tecidos. Neste aspecto a ingestão de carboidrato é importante, pois este nutriente é a fonte primária de energia para o organismo humano, a falta deste, faz com que a proteína seja utilizada para esta finalidade, e não para o desenvolvimento do tecido muscular. Os micros nutrientes são as vitaminas e minerais. O desequilíbrio pode prejudicar a hipertrofia muscular. A gordura um macro nutriente é importante, pois, algumas vitaminas, só são transportadas pelos lipídios/gorduras. Outro fator muito importante é o treinamento e todas as variáveis que compõem o mesmo. Neste sentido o seu treinamento mostra evidências positivas, apesar da sua alimentação ser inadequada para o volume e intensidade do treinamento realizado.

Sugiro que você consulte um profissional, em nutrição esportiva para adequar sua dieta alimentar e verificar a necessidade de suplementação. Converse com seu professor, pois acredito que você poderia treinar com menos volume, tanto em freqüência semanal, como em quantidade de exercícios.

Osteoporose na Coluna

Pergunta enviada em 20/10/2010 16:24 por Joyce

Meu nome é Joyce, tenho 29 anos, 1,65 de altura, com 45 quilos. Fui diagnosticada com osteoporose na coluna. Confesso que levei um susto. Busquei, aqui em São Paulo, profissionais para me aconselhar acerca da melhor atividade física, porém, só escuto caminhada ao sol, hidro e natação. Será que eu não posso fazer algo mais? Alongamento? Artes Marciais? Dança? Ginástica de Academia? Massagem? Pilates? Spinning? Squash? Tênis? Yoga?

RESPOSTA: As pesquisas são unânimes que para combater o quadro de osteopenia, que antecede a osteoporose, a melhor atividade é a musculação. Ainda existe muita falta de informação, ou na verdade, falta de leitura e estudo por boa parte dos profissionais ligados a área de saúde, no que se refere a exercícios físicos e patologias. Muitos profissionais ficam no senso comum, ou seja, tudo se resolve com caminhada, hidro e natação. É preciso saber qual o estágio da sua osteoporose, se for severo, dependendo da massagem, pode haver até uma fratura. A musculação se for bem orientada e prescrita, é o melhor recurso. Uma boa alimentação com suplementação de cálcio se prescrita pelo seu médico é importante, assim como a exposição ao sol e vitamina D.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

HIPERTROFIA EXERCÍCIOS DIFERENTES TODOS OS DIAS

Pergunta enviada em 04/10/2010 15:56 por Inti

TÍTULO: Exercícios diferentes todos os dias

Professores, vi em algumas academias um tipo de treinamento diferente do que estou acostumado.

Os professores passam a cada dia uma série diferente de exercícios para os alunos, mas respeitando o objetivo e o nível de treinamento de cada um.

Vou citar um exemplo para ficar mais claro:

Aluno X, nível intermediário/avançado, objetivo hipertrofia.

Divisão da série:

A- COSTAS/BÍCEPS/ANTERIOR DE COXA

B- PEITORAL/DELTÓIDE/POSTERIOR DE COXA/ PANTURRILHA

Terça (série B):

-Supino reto com barra 4x10

-Supino 45° com barra 3x10/8/6

-Voador Peitoral 4x6

-Crucifixo com halteres 3x8


Quinta (série B):

-Supino reto com halteres 3x10/8/6

-Supino 30° com halteres 4x8

-Supino Declinado 3x12

-Cross Over 4x10

Citei apenas o exemplo para o peitoral. Os exercícios foram diferentes, mas mantendo o respeito ao nível de treinamento e o objetivo do aluno.

As minhas dúvidas são:

-Uma série mantendo os mesmos exercícios por 1 ou 2 meses teria melhores resultados?

-Ou, sabendo que um princípio básico para a hipertrofia é a quebra da homeostase, esse tipo de treinamento teria resultado?

Muito obrigado pela atenção!!!

RESPOSTA:
A quebra da homeostase é importante no processo hipertrófico, porém, esta deve ser realizada dentro de uma mesma rotina de treinamento, pelo menos no que se refere aos exercícios.

Este método de alterar exercícios em todo treinamento do mesmo grupamento muscular, é baseado em um método chamado “Confusão Muscular”, a questão é que neste procedimento o que se procura realizar é alternar a ordem de um ou outro exercício.

Um dos princípios para se obter a hipertrofia muscular é o da Sobrecarga.

Princípio da sobrecarga - Quando o corpo se adapta ao estímulo, é necessário o aumento da intensidade e/ou do volume. Um exemplo é aumentar o peso, ou seja, se conseguimos realizar 12 repetições com uma determinada carga, respeitando todas as outras variáveis, o novo estímulo será através do aumento do peso. Este estímulo novo pode ser obtido também pela mudança do período de pausa/intervalo recuperativo.

Princípio da continuidade - Presume que para estar bem e manter ou melhorar o desempenho é preciso dar continuidade aos exercícios. Uma vez interrompido o treinamento, dentro de duas semanas estará percebendo mudanças negativas, e boa parte do que foi conquistado será perdido, não totalmente, pois existe algo chamado “memória motora”.

Pegando uma carona neste princípio.

É necessário darmos continuidade no mesmo método de treinamento, por um determinado período, deste modo nosso organismo, poderá se adaptar ao estímulo, e se preparar para vencer novos desafios. Se ficamos alternando exercícios a todo momento, esta adaptação não ocorrerá. O cliente não vai se lembrar do peso do treino anterior, a quilagem provavelmente será submáxima, e o professor também não terá condições de saber o que um aluno realizou anteriormente, imagina saber o treino 20,30 alunos.

O que teremos é uma grande bagunça na SALA DE MUSCULAÇÃO.


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

TREINO FUTSAL E VOMITO PELA MANHÃ

Pergunta enviada em 28/09/2010 11:13 por alexandre santos

Ola pessoal, bom dia!

Sou professor de escolinha de futsal e estou passando por uma situacao inusitada. Abrimos agora uma turminha para alunos no periodo da manha e alguns alunos durante o treino tem passado um pouco de mal e vomitado um pouco. Nao sei exatqmente o porque e gostaria de pedir ajuda a voces.

agradeço e aguardo.

alexandre santos

RESPOSTA:

Como é mais de um aluno que apresenta o mesmo quadro, aconselho que você converse com os mesmos, e veja o que existe em comum.

Por exemplo: Falta do café da manhã, excesso de alimentos com pouco intervalo entre o treino, outro fator importante: seus alunos treinam em ginásio coberto ou não? caso treinem com a presença de sol, o excesso de calor e falta de hidtatação pode ocasionar este processo.